Estou velho na idade.
Me passaram décadas e eu sequer percebi
o peso das costas cansadas diante da minha alegria em viver
Vivo o sonho, como qualquer criança.
Concretizo minhas travessuras.
Revivo a nostalgia de um tempo
Como agora faço.
E assisto minha vida pela tela da memória.
Lento, suave, triste e alegre ao mesmo tempo. Um belo drama!
Acordo com meus olhos nas rugas das mãos que apoia a bengala.
Sorrio em frente o espelho como um matusalém
As dores reumáticas me alertam de que vivo
Paro. Ouço atentamente uma música do meu tempo de menino
Eu me sentava na beirada da cama pra sonhar com o futuro
Ingênuamente a mente me enchia de cenários felizes.
E hoje, apoiado nessa bengala, sou um velho.
Feliz por ser e viver.
Como nunca imaginei antes.
O passado de hoje foi ontem o meu futuro ,
Que hoje celebra comigo a delícia do presente.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A MODA DO TEXTO
Eu não acredito em coincidências, mas admito que por várias vezes fui obrigado a aceitá-las. Eu ia escrever um texto sobre uma coincidência, mas me lembrei que tenho uma vontade enorme de ficar famoso pelos meus escritos. Sempre admirei os diálogos muito bem elaborados dos seriados de tv, os livros que falam da contemporaneidade e das coisas da moda. Até achei que não seria muito difícil fazer isso porque tudo está na moda. É o retrô, o metrô, o vovô, enfim... Tudo é moda.
Quero ficar na moda também! Aparecer nas colunas sociais, lançar livros na livraria Cultura, ser entrevistado por outros famosos. Quem sabe até ganhar uma coluna no jornal, Caderno 2 ou no Ilustrada e escrever bobagens por falta do que dizer, que ainda assim terei o respeito das pessoas. Falaria piadas nas rádios jornalísticas pra alegrar os engarrafados no trânsito da avenida Pompéia. Píadas inteligentes é claro, dessas que brincam com as próprias desgraças.
Ser um intelectual da mídia, como aquele cineasta que fala de tudo menos de cinema e pelo que já ouvi falar dele, parece que fez um único filme sem sucesso e a crítica sentou a lenha, ou seja, meteu o pau, chamou de ruim mesmo! No meu caso, eu falo de cinema, estou sempre antenado no que acontece no mundo. Mas enfim... Um dia chego lá!
Será que a moda é ser intelectual ou é intelectual ficar na moda? Para me preparar melhor, fiz assinaturas de várias revistas da moda, tipo, Caras, Coros, Coroas e Criativas, pra ler o que os intelectuais estão pensando. E não é que já estou quase pensando igual a eles gente?
Das coincidências não me lembro mais porque me dediquei a escrever esse texto, para ver se ele entra na categoria dos escritos da moda, que não fazem sentido nenhum, mas que prendem a atenção de quem o lê e ajuda a passar o tempo.
Quero ficar na moda também! Aparecer nas colunas sociais, lançar livros na livraria Cultura, ser entrevistado por outros famosos. Quem sabe até ganhar uma coluna no jornal, Caderno 2 ou no Ilustrada e escrever bobagens por falta do que dizer, que ainda assim terei o respeito das pessoas. Falaria piadas nas rádios jornalísticas pra alegrar os engarrafados no trânsito da avenida Pompéia. Píadas inteligentes é claro, dessas que brincam com as próprias desgraças.
Ser um intelectual da mídia, como aquele cineasta que fala de tudo menos de cinema e pelo que já ouvi falar dele, parece que fez um único filme sem sucesso e a crítica sentou a lenha, ou seja, meteu o pau, chamou de ruim mesmo! No meu caso, eu falo de cinema, estou sempre antenado no que acontece no mundo. Mas enfim... Um dia chego lá!
Será que a moda é ser intelectual ou é intelectual ficar na moda? Para me preparar melhor, fiz assinaturas de várias revistas da moda, tipo, Caras, Coros, Coroas e Criativas, pra ler o que os intelectuais estão pensando. E não é que já estou quase pensando igual a eles gente?
Das coincidências não me lembro mais porque me dediquei a escrever esse texto, para ver se ele entra na categoria dos escritos da moda, que não fazem sentido nenhum, mas que prendem a atenção de quem o lê e ajuda a passar o tempo.
sábado, 21 de março de 2009
A SOCIEDADE LÍQUIDA

Eu analisava a pouco as relações humanas que estabelecemos nas nossas vidas, sejam através de amigos, parceiros amorosos, família, colegas de trabalho e pessoas que conhecemos no cotidiano.
Observei que durante um único dia, somos levados a interagir com uma diversidade de pessoas que muitas vezes no final, sequer lembramos quem foram.
Eu falo dos funcionários dos supermercados, padarias, cobradores e motoristas de ônibus, as pessoas que se sentam do nosso lado no metro. Os seguranças, vigias, porteiros, e por aí vai as enumerações.
Passamos por elas com indiferença e somos tratados também com a mesma indiferença. E a sensação é de que estamos sempre solitários, mesmo quando estamos cercado de gente. É como almoçarmos sozinhos num restaurante lotado.
Abolimos a cordialidade e hospitalidade, se é bem verdade, já tivemos algumas dessas características. Mas enfim, durante o meu pensamento, me lembrei de Zigmunt Bauman e o seu livro "O Medo Líquido" que retrata um pouco dessa individualidade que ostentamos orgulhosamente.
Me parece, numa visão bem particular, que a sociedade está ficando cada vez mais líquida. E isso já está afetando nossos circulos mais próximos, como o das amizades, por exemplo.
As pessoas passam por nossa vida com uma intensidade tão grande quanto efêmera.
terça-feira, 17 de março de 2009
VALE A PENA LER DE NOVO!

COMO GELO NO UISQUE
Cai em você
Como gelo no uisque
Se desfazendo levemente
Pra amenizar teu amargo
Me desfragmentei.
Borbulhas em ebulição
Pelo ardor do teu líquido
Cor de desejo
Embebedado, fluido pelo álcool
ingênuo, inocente e vingativo
me dissolvi lentamente
Banho caloroso e intenso.
Reduzi pra te aumentar
Pouco me importei, fui o gelo
Não seria o único, outros gelos viriam
Você como o uísque comprazer e eu o gelo
Frio, fugaz e fraco que se desmancha em bolhas
Para transformar o fel em leveza adocicada
Derretido, misturado, indiferente
No sabor machista prevalecido da sua cor
Eu fui apenas o gelo.
LUIZINHO BRITO
segunda-feira, 16 de março de 2009
DICA DE VÍDEO: "YESTERDAY, WHEN I WAS YOUNG"

Nesse fim de semana, me dediquei a ver alguns vídeos que ainda não conhecia. Tive surpresas agradáveis, como a descoberta da música "Yesterday When I was young". Um clássico de Elvis Presley e que já foi cantada por vários interpretes de peso. Uma viagem musical que nos faz rever algumas situações do passado e a divagar sobre as coisas que deixamos pelo caminho no decorrer da vida.
Eu brindo os meus queridos leitores com algumas versões dela na já tradicional sessão de vídeos que está logo acima desse post.
Dou destaque pela magnífica interpretação de Shirley Bassey que soube com precisão e elegância esgotar toda a sensibilidade extraída dessa canção.
segunda-feira, 9 de março de 2009
SER SOLITÁRIO É PRECISO

Sou de muitos amigos.De todas as tribos, de todos os estilos e idades. Gosto muito de ouví-los, sempre há o que aprender com as experiências, as opiniões, as maneiras e até as manias deles. São muitos.
Cada qual com sua personalidade, mas todos muito valorosos. É claro que algumas vezes nos aborrecemos com uma ou outra atitude. O importante é saber que as pessoas estão muito acima de suas atitudes e ações precipitadas. E é o que valorizo nelas.
Eles também me dizem que sou uma boa companhia e até acho que seja mesmo, porque aprecio sempre uma boa conversa, recheada de conteúdos e bom humor. Filosofar então, é um hobbe indispensável.
Mas desde quando eu ainda era pequeno, sempre tive uma necessidade enorme de me isolar do mundo e dos amigos. Não porque se tornam desinteressantes, muito pelo contrário. Mas a minha busca de compreensão para o mundo. No caso, o meu mundo interior, me exige o silêncio, a leitura, a solidão. Uma solidão gostosa.
É nesse espaço de isolamento que cresço mais, porque me avalio, garimpo respostas, entendo os amigos e perdoo os inimigos. Embora eles sejam poucos e efêmeros.
Eu gosto de ser solitário, curtir cada minuto da minha vida, me interiozar e pensar nas coisas da vida.
É um isolamento interessante, até porque eu não fico preso dentro de casa. Gosto de ficar na rua observando as pessoas que passam, os carros, os animais e todas elas me inspiram a pensar na vida. Fico por horas sozinho, acompanhado de um mp3, ouvindo as músicas que são um paradoxo com a realidade vista, mas que me traz uma paz de espírito.
domingo, 8 de março de 2009
PARABÉNS A TODAS AS MULHERES!

Hoje, dia 8 de março é Dia Internacional da Mulher. Mais do que comemorar essa data tão especial para o público feminino, tão quanto deveria ser para o masculino também, é um dia de se pensar e debater o papel da mulher na sociedade atual.
Mesmo que eu não queira politizar o assunto, não é possível distinguirmos o lado festivo e emotivo da importância política que essa data representa para todos os gêneros. As mulheres históricamente sempre tiveram sua identidade inferiorizada diante da sociedade machista. E no Brasil, país que foi um dos últimos a abolir a escravidão é pior ainda.
Ainda vemos muitas atitudes preconceituosas e discriminatórias com relação as mulheres. Mesmo assim, elas lutam arduamente por uma igualdade de direitos. Conseguem ser guerreiras, determinadas a ponto de enfrentar os leões, ao mesmo tempo que maternais, doces, encantadoras e belas. Uma somatoria de qualidades que deixa qualquer homem enfeitiçado por elas. É bem possível que seja esta a sua maior sensualidade.
A mulher se resume no equilibrio de razão e sensibilidade e cada vez mais estão conquistando seus espaços, deixando de ser donas de casa, para se tornarem donas da casa ( como li num artigo que está no jornal Folha de São Paulo), isso é um avanço e merece ser comemorado.
Submissão, covardia, medo e servidão não devem mais fazer parte da vida delas ( Me lembrei nesse momento da personagem Catarina da novela global “A Favorita”, exibida recentemente). As mulheres que ainda estão na condição de submissão machista precisam se libertar. Mudar para a vida, a vida da transformação e da conquista e assim, erguer a cabeça e comemorar com orgulho o fato de ser Mulher!
Um Feliz dia das Mulheres para todos!
Parabéns a todas as Mulheres e a todos os homens que se espelham nelas( os homens com alma feministas)!
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