segunda-feira, 22 de junho de 2009

VLADIMIR MAYAKOVSKY


Vladimirovich Mayakovsky (Влади́мир Влади́мирович Маяко́вский) (1893 - 1930) foi um dos poetas mais representativos do Futurismo Russo. Segue abaixo um belo poema de Eduardo Alves da Costa e o vídeo acima é um curta metragem em animação que o autor Rodrigo Jolee disponibilizou no youtube e que é baseado nele, merece ser visto.

NO CAMINHO COM MAIAKOVSKY

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

UMA FRASE

" UMA PEQUENA NÓDOA DESTRÓI UMA GRANDE ALVURA "

Machado de Assis.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

SEM HOMOFOBIA, MAIS CIDADANIA E ISONOMIA DOS DIREITOS

A intolerância marcou o final da 13º Parada do Orgulho Gay em São Paulo. Foram mais de 50 pessoas agredidas, sendo uma delas fatal.
Marcelo Campos Barros de 35 anos, morreu ontem por conta de um traumatismo crâniano. Ele estava internado na Santa Casa de Misericórdia desde domingo, depois de ser vítima de um espancamento.
Justamente na manifestação contra o fim da homofobia, a favor da cidadania e da isonomia dos direitos e contra a obstrução da tramitação no Senado Federal do PLC 122/2006 que criminaliza a homofobia, as cenas que se seguiram após a Parada demonstraram que a violência e a discriminação em função da diversidade sexual não respeita sequer a democracia institucional de reivindicar e protestar.
Oxalá que esse fato lamentável chame a atenção da sociedade civil e do legislativo brasileiro para a necessidade da igualdade de direitos. A começar pela criminalização da discriminação ou preconceito de gênero, sexo,orientação sexual e identidade de gênero, conforme reivindica o movimento LGBT, incluindo-os na lei 7.716/89 que já torna crime o preconceito de raça, cor e nacionalidade.
No próximo sábado dia 20 a Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT), junto com o grupo Corsa, o Fórum Paulista LGBT e ativistas independentes realizarão uma manifestação contra a homofobia a partir das 19 horas, na avenida Dr. Vieira de Carvalho.

Segue abaixo a nota oficial que a APOGLBT divulgou nessa semana:

Considerando as manifestações homofóbicas ocorridas em locais de freqüência de LGBT após a realização da XIII Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo vem a público manifestar sua indignação e esclarecer que:

a. Como entidade organizadora da Parada, a Associação da Parada trabalha em parceria com a Polícia Civil e Militar para evitar situações de violência e desrespeito à legislação vigente, o que sempre fez da Parada uma atividade pacífica e com baixos índices de ocorrências relativamente às proporções da manifestação;

b. Como entidade ativista pelos direitos LGBT, a Associação da Parada considera que os atos marcadamente homofóbicos que ocorreram após o evento, como o espancamento na rua Frei Caneca e o arremesso de uma bomba de um condomínio na Avenida Dr. Vieira de Carvalho, são expressões da homofobia a que estão submetidos cotidianamente LGBT na cidade de São Paulo e no Brasil. Pesquisas como a recentemente divulgada pela Fundação Perseu Abramo trazem dados que revelam um país marcadamente homofóbico (na pesquisa divulgada pela FPA, 92% de entrevistados em 150 municípios espalhados pelo país reconheceram que existe preconceito contra LGBT e cerca de 28% reconheceram e declararam seu preconceito);

c. Consideramos, ainda, que os casos ocorridos se revestem de especial gravidade, sobretudo pelo significado que adquirem ao atingir integrantes de uma comunidade altamente estigmatizada e violada em seus direitos no dia em que se manifesta em favor do reconhecimento desses direitos;

d. Assim sendo, reiteramos nosso clamor, expresso também por via de Ofício encaminhado pela Associação da Parada, para que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo atue com afinco e rigor na apuração dos fatos e na punição dos autores de tais atos de violência;

e. Conclamamos, junto a outros grupos LGBT, entidades da sociedade civil da cidade e do estado de São Paulo, ativistas independentes, a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e a população solidária a comparecer à manifestação “Homofobia, Basta! Justiça, já!”, que ocorrerá no próximo sábado 20 de junho, na Av. Dr. Vieira de Carvalho, a partir das 19 horas.

Diretoria da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo.

São Paulo, 16 de junho de 2009.

domingo, 24 de maio de 2009

MEU AMOR PELA AVENIDA PAULISTA


Hoje resolvi contar uma história que tirei do armário da memória e que tenho como uma grande aventura da minha adolescência.
Não sei bem quantos anos eu tinha, mas deve ter sido pelos quatorze de idade, decidi que conheceria a Avenida Paulista.
Um dia, quando eu era apenas um menino, meu pai me mostrou pela janela do ônibus, apontando com o dedo o horizonte, algumas torres iluminadas que ficavam numa sequencia, uma ao lado da outra, algumas mais altas, outra nem tantas, mas todas muito encantadoras pela beleza ordenada dos piscas metálicos das antenas que brilhavam a noite.
São como grandes arvores de natal montadas fora de época. Para aumentar minha curiosidade e interesse, uma novela da época tinha a Paulista como cenário, aumentando o meu fascínio por ela.
Passei a estudar a avenida mais importânte da cidade. O cartão postal, a mais poderosa, a mais elegante e até então a mais distante.
Até que uma certa vez, tomei coragem e decidi que iria conhecer a avenida Paulista naquele dia. Me aprontei como se fosse para a escola, peguei o material e sai. Não contei para ninguém, apenas fui ao ponto de ônibus que passava por ela, pedi gentilmente ao cobrador que me deixasse passar por baixo da catraca, o que não foi difícil apesar da minha efêmera vergonha. E sem escolher muito, me sentei na primeiro banco livre que vi, ao lado do meu primo que me perguntou o que eu fazia naquele ônibus com uma mochila nas costas e no horário de aula.
Tremi e processei uma mentira rápida para me justificar, talvez eu tenha dito que ia procurar um emprego, mas sei que não o enganei. No entanto, ele foi muito meu amigo e acabou me revelando que trabalhava por aqueles lados e me levaria para conhecer a avenida Paulista.
Fui feliz durante a viagem, mas meu coração abalou mesmo quando o ônibus desceu o chamado buraco da Paulista e entrou na majestosa avenida, cheia de prédios modernos e monumentais. As pessoas, o trânsito, os camelôs, as vitrines, os faróis, tudo era lindo.
Meu primo foi para o trabalho e eu não me cansei de ir a pé sentido Paraíso e voltar para a Consolação, fazendo uma rápida parada no vão do Masp para entender aquela arquitetura.
Foi uma grande aventura para mim que pouco saia do bairro onde morava e moro até hoje e a trilha sonora que marcou ela foi Strangelove do Depeche Mode, que era um grande hits na época e até hoje, acho ela a cara da avenida Paulista, mais até do a música Paulista do Eduardo Gudim, que eu também adoro e me faz lembrar um outro momento da minha relação com a avenidade, essa quando nós já eramos intimos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

FANTASIAS & FANTASIA

Fantasias
Fantasias
Que bobagem
Fantasia
Deixa
Fantasia
Bobagem
Bobagem
Fantasia.
Idiota
Fantasia
Besta
Fantasia
Onde
Sou
O
Palhaço!
Fantasia
Fantasias.

LUIZINHO BRITO

sexta-feira, 1 de maio de 2009

FETICHE

Me inspirei para falar sobre fetiches. Nunca tinha parado para pensar que somos tomados por fetiches que se dIsfarçam em meros desejos secundários, mas que em determinados momentos nos tomam como fogo e então, ficamos inebriados por uma sensação quente de quem quer realizar aventuras loucas, correr riscos e ter o ápice do prazer proibido.
Sugiro que se crie o dia do fetiche onde todos eles, de todo mundo, se realizem sem pudores, julgamentos ou falsos moralismo.
Creio ser interessante vermos um mundo "fetichado", que na minha sutil avaliação, bastante superficial, se transforma na verdade do homem. Nos instintos sexuais obscuros, nas profanas fantasias libidinosas das mulheres e no escárnio.
É uma verdadeira bobagem isso que escrevi, mas tive muita vontade de faze-lo e fiz, pensando num fetiche.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

OS MELHORES AMIGOS DAS NOSSAS VIDAS


Ontem acordei depressivo e não sabia qual o motivo desse estado de espírito. Nem sei ao certo se é estado de espírito ou emocional, mas para mim, esses dois estados coexistem e interagem entre si.
Fiquei a manhã toda envolto numa indisposição que a tempos não sentia, ouvindo as musicas mais tristes possíveis e até com uma pontinha de negatividade quanto a vida e a felicidade. Tava mais pra lá do que pra cá, se é que me entendem os caros leitores.
Me queixei apenas para dois grandes amigos, ou então, aos dois melhores amigos do momento.
Eu digo do momento, porque outros amigos já passaram em minha vida e naqueles momentos foram os melhores.
Os melhores amigos são aqueles que nos acompanham no nosso cotidiano, compartilham das nossas alegrias, tristezas, frustrações, desejos e intimidades.Muito entendem do que somos e pouco opinam. Modestia parte, eu também me preocupo muito mais em compreender meus amigos do que opinar sobre o que é certo ou errado. Sou companheiro e os amigos me retribuem com o companheirismo deles, assim somos os melhores amigos.
E como não sou de poucos amigos, tive melhores amigos em várias situações da vida. Amigos que atualmente nos vemos com pouca frequencia, mas que mantem a mesma fidelidade de antes. Certamente, eles estão com outros melhores amigos, assim como eu.
A vida é feita de fases, momentos, situações. E para cada uma delas, temos aquelas pessoas especiais que nos acompanham e compartilham durante a jornada. O bom é que a verdadeira amizade não se desfaz como líquido. Ela é sólida como pedra, mesmo que estejam em lugares distantes, ainda assim, permanecem na nossa vida.