Bing Crosby nasceu em Tacoma, Washington , filho de Harry Lowe Crosby - um contador numa fábrica de cervejas - e Kate Harrigan Crosby. Considerado um dos maiores cantores populares do século XX, morreu vítima de um ataque cardíaco enquanto jogava golfe. Nasceu em 3 de maio de 1903, em Tacoma, Washington, EUA. Morreu no dia 14 de Outubro de 1977, durante uma partida de golfe, onde sofreu uma parada cardíaca. A este grande mestre da música e do cinema dedico esse post, já que estamos no mês do seu aniversário.
quarta-feira, 9 de maio de 2018
sábado, 5 de maio de 2018
E pensar que meus planos iniciais eram de ir para fora do Brasil.
Desde quando me mudei de São Paulo para São Vicente, isso faz pouco mais de seis meses, tenho vivido tempos de incertezas, inseguranças e perdas sucessivas. Bem normal quando se trata de mudanças.
E pensar que meus planos iniciais eram de ir para fora do Brasil.
Já havia me planejado até com a data, mas numa surpresa inesperada da vida, num súbito retornei para a casa dos meus pais, numa cidade pequena do litoral paulista. Saí da frenesi paulistana, da correria, do estresse cotidiano de uma vida agitada e das poluições e me instalei a beira mar, onde todas as noites durmo embalado ao barulho das ondas, sentindo o cheiro da brisa que entra pela janela aberta, a mesma que me permite olhar o céu estrelado e a lua. Fico admirando suas quatro fases quando as noites estão claras.
Nas manhãs, a primeira coisa que faço é olhar o mar, é impulsivo.Talvez para me certificar de que ele ainda está lá e se sua monotonia continua a mesma, se nenhum tsunami tomou a cidade durante a madrugada ou as tão comuns ressacas não invadiram a pista e destruiu pelo menos parte do concreto que lhe cerca e lhe limita.
Já havia me planejado até com a data, mas numa surpresa inesperada da vida, num súbito retornei para a casa dos meus pais, numa cidade pequena do litoral paulista. Saí da frenesi paulistana, da correria, do estresse cotidiano de uma vida agitada e das poluições e me instalei a beira mar, onde todas as noites durmo embalado ao barulho das ondas, sentindo o cheiro da brisa que entra pela janela aberta, a mesma que me permite olhar o céu estrelado e a lua. Fico admirando suas quatro fases quando as noites estão claras.
Nas manhãs, a primeira coisa que faço é olhar o mar, é impulsivo.Talvez para me certificar de que ele ainda está lá e se sua monotonia continua a mesma, se nenhum tsunami tomou a cidade durante a madrugada ou as tão comuns ressacas não invadiram a pista e destruiu pelo menos parte do concreto que lhe cerca e lhe limita.
Quiçá no meu inconsciente eu até queira que esse fenômeno realmente aconteça, para ver um espetáculo da natureza se rebelando contra a agressão humana que tanto a destrói.
No entanto, essa minha nova e privilegiada vida, onde desfruto de uma qualidade bem diferente da paulistana, contrasta com uma solidão e um vazio que ainda não consegui superar. Sem os amigos de antes, sem a popularidade que me elevava a auto estima, me sinto um peixe fora d agua, vendo como a vivência em outra terra é difícil.
Os motivos da minha mudança relatarei posteriormente, o que quero compartilhar aqui são as sensações de estranheza que sinto, num lugar que até então me parecia tão familiar.
As pessoas sisudas, individualizadas em si mesmas, sem interesse pelas outras, indiferentes até mesmo à própria natureza que lhes cercam. Isso tem me incomodado muito porque eu amo estar com pessoas, conversando, fazendo piadas, falando sobre tudo, bebendo, dentre outras coisas.
Mesmo meus pais são estranhos para mim, tenho percebido detalhes que eu não tinha percebido nem durante a minha infância. Coisas de quem viveu muito tempo fora de casa. Mas sei que tudo vai melhorar logo e eu voltarei a viver minha liberdade novamente, porque o motivo da minha mudança é nobre e eu precisava disso, sair da zona de conforto. Agora é importante eu perceber como mudar é difícil. E eu que tinha planos de ir para fora do Brasil.
Os motivos da minha mudança relatarei posteriormente, o que quero compartilhar aqui são as sensações de estranheza que sinto, num lugar que até então me parecia tão familiar.
As pessoas sisudas, individualizadas em si mesmas, sem interesse pelas outras, indiferentes até mesmo à própria natureza que lhes cercam. Isso tem me incomodado muito porque eu amo estar com pessoas, conversando, fazendo piadas, falando sobre tudo, bebendo, dentre outras coisas.
Mesmo meus pais são estranhos para mim, tenho percebido detalhes que eu não tinha percebido nem durante a minha infância. Coisas de quem viveu muito tempo fora de casa. Mas sei que tudo vai melhorar logo e eu voltarei a viver minha liberdade novamente, porque o motivo da minha mudança é nobre e eu precisava disso, sair da zona de conforto. Agora é importante eu perceber como mudar é difícil. E eu que tinha planos de ir para fora do Brasil.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
De amor, com amor se vive - Uma inspiração!!
O que é o amor?
Onde vai dar?
Por que me deixa assim?...
Essa dúvida me persegue a tempos.
Mas hoje estou aberto ao amor.
Ao amor que vinga, ao amor que se vinga, enfim, ao amor dos outros pelos outros.
Ouvi todos os tipos de músicas que tratam do tema, dos perdidos, dos correspondidos, dos desesperados e loucos, até daqueles que não amam ninguém.
Também ouvi os dos arrependidos, como Paulinho da Viola "Não quero mais amar a ninguém, não fui feliz o destino não quis o meu primeiro amor..." e por ai vai.
Esqueci de dizer que também me coloquei a disposição dos amores que deram certo.
Afinal nem tudo é sofreguidão na matéria de amor. Mas o mais gostoso de amar é, sem dúvida alguma, sofrer.
Que seja de ciúmes ou de sei lá o que.
Eis que estou na dádiva desse sentimento.
Amor por mim, amor pelos outros, amor pelos que amam e pelos que não amaram ou que amarão um dia. Que sorte desses hein? Enfim, desejo todo amor que houver nessa vida pra vocês meus queridos leitores e admiradores desse maravilhoso blog.
Onde vai dar?
Por que me deixa assim?...
Essa dúvida me persegue a tempos.
Mas hoje estou aberto ao amor.
Ao amor que vinga, ao amor que se vinga, enfim, ao amor dos outros pelos outros.
Ouvi todos os tipos de músicas que tratam do tema, dos perdidos, dos correspondidos, dos desesperados e loucos, até daqueles que não amam ninguém.
Também ouvi os dos arrependidos, como Paulinho da Viola "Não quero mais amar a ninguém, não fui feliz o destino não quis o meu primeiro amor..." e por ai vai.
Esqueci de dizer que também me coloquei a disposição dos amores que deram certo.
Afinal nem tudo é sofreguidão na matéria de amor. Mas o mais gostoso de amar é, sem dúvida alguma, sofrer.
Que seja de ciúmes ou de sei lá o que.
Eis que estou na dádiva desse sentimento.
Amor por mim, amor pelos outros, amor pelos que amam e pelos que não amaram ou que amarão um dia. Que sorte desses hein? Enfim, desejo todo amor que houver nessa vida pra vocês meus queridos leitores e admiradores desse maravilhoso blog.
Um novo tempo
Eu sou tão mutante que as vezes quero fazer mil coisas ao mesmo tempo. Isso muito me prejudica porque acabo deixando alguns projetos de lado, como foi o caso deste blog que mantenho vivo por mais de 5 anos, embora boa parte dele esteja desatualizado.
Para minha surpresa, eu vi que tiveram pelo menos 120 acessos só no mês passado, o que me motivou a retomar as escritas nele. Voltarei aos poucos porque faz tanto tempo que não escrevo que chego estou enferrujado das ideias.
Eu peço paciência aos amigos e de antemão prometo me organizar para postar sempre algo legal aqui. Como nos velhos tempos.
Começarei por colocar poesias e textos que escrevi em outros momentos até engrenar novamente. Quero escrever sobre a nova fase da minha vida, onde troquei de cidade, de tudo praticamente.
Estou num processo de reconstrução da vida, onde tudo é muito novo e solitário, ao mesmo tempo que desafiador e promissor. Morar em frente ao mar pode ser inspirador, buscar novas amizades, talvez um novo amor, enfim...
Muita coisa contarei aqui no próximo período, mas por enquanto esse texto é só um primeiro suspiro após um período de inércia.
domingo, 16 de agosto de 2015
Um bom domingo sem graça.
Hoje é um domingo ensolarado em que eu acordei um pouco mais cedo do que o habitual. Não que tivesse algo importante para fazer, até mesmo porque,não acho domingos interessantes. São monótonos e sem graça, mesmo quando temos algo programado, são programas dominicais.
O que diferencia este dos outros é a manifestação patética de milhares de idiotas que vão ocupar o seu banal domingo para fazer selfs em avenidas importantes do país, gritando palavras de ordem vazias e desconectas da realidade, ou então, palavras de ódio e de desrespeito aos seus supostos inimigos.
Sou defensor das manifestações populares, pois participei de muitas ao longo dos meus anos. Mas todas tinham um foco e eram politizadas. Eram protestos temáticos, bem organizados e com reivindicações plausíveis. Nada de querer fazer barulho ou baderna a revelia.
Amanhã será o dia de abrirmos os jornais e ver o nível dos protestantes de hoje. Serão aqueles que nunca leram um artigo na vida que não seja sobre qualidade de vida, televisão ou coisa do tipo. Discursos reacionarios e imbecis.
Por isso que eu vou apreciar a monotonia do meu domingo em casa, sem sequer acompanhar todas essas palhaçadas.
Um domingo sem graça é mais interessante as vezes.
domingo, 14 de junho de 2015
Poeta J. G. De Araújo Jorge
*****************************************
" Canto Do Poeta Menor "
Sou o poeta menor, o trovador humilde,
que nasceu nesse Brasil grande, numa vila sem nome,
em meio às árvores, aos pássaros, aos rios e jacarés
porque o resto não há.
Não me recebem. Estão sempre em reunião importante.
Estou na rua, com o povo, que "a praça é do povo
como o céu é do condor",
já cantou o grande Poeta.
Não trago quatrocentos anos na sacola,
não sou de ferro, não sou de bronze,
não desci orgulhoso da alta montanha
falando como Zaratustra,
- sou um poeta, de barro,
como qualquer homem...
Não cheguei de Ita, com alma palaciana,
disposto a conquistar a grande capital,
não invadi os jornais e suplementos
construindo "igrejinhas" sem fieis.
Sou o poeta menor, o poeta humilde, sem história,
que nasceu nesse Brasil grande, numa vila sem nome,
pra lá, muito pra lá...
- a vila de Tarauacá.
Poeta sem brasão, sem orgulhos, sem rodinhas,
apátrida entre irmãos,
poeta nú e sozinho, com sua poesia,
pelos quatro cantos de sua terra
misturado com o povo.
Sou o poeta antigabinete ministerial
sem rondós e sem falsas luxúrias,
não sou amigo dos reis,
sou simplesmente o poeta da rua,
como um violeiro e sua viola,
como um cego e seu realejo...
Quando toca a minha poesia
a criançada vem correndo para ouvir,
os trabalhadores param o serviço
e comentam,
as empregadas e os transeuntes fazem roda.
as moças se debruçam nas janelas
e ficam cantarolando.
Sou o poeta menor. Não me recebem.
Estão sempre em reunião importante.
Não faz mal. De mãos dadas com o povo,
como em noite de lua
faço ciranda na rua.
(Poema de JG de Araujo Jorge - do livro
" Cantiga do Só " 2a edição 1968 )
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Dica de Leitura: Blog Bjs não me liga
Por um acaso vi esse texto como indicação feita por um amigo do facebook. Gostei tanto que resolvi postar aqui neste espaço para que outros possam ler. Ele retrata com certo humor mas com bastante verdade alguns dos estigmas pelos quais os homossexuais têm enfrentado no seu cotidiano.
http://www.bjsnaomeliga.com.br/por-que-os-gays-nao-namoram/
Por que os gays não namoram?
ágora
tags: atitude
andy rocka
Se você foi atraído aqui pelo título, provavelmente você também deve se fazer essa pergunta constantemente. Afinal, por que será que os homossexuais estão sempre solteiros, se pegando, namorando e terminando em tempo record, amando e desamando na velocidade da luz?
Acredite, há muito mais aí do que as rasas suposições que voce possa fazer consigo mesmo. E é por isso mesmo que eu reuni aqui algumas boas teorias que apontam para as razões possíveis para responder à pergunta do título deste texto. Vamos à elas?
Teoria 1 – Construção familiar
Vamos ser honestos, a época dos grandes pensadores gregos talvez tenha sido a única em que os gays eram considerados bem vistos, representava um elevado nível social, de status, inteligência etc. Desde então, esta classe social foi colocada à margem da sociedade, principalmente com a chegada da Igreja.
Este pequeno aparado histórico denota que, desde quando você se entende por gente, o mundo é formado por bases heterossexuais. Toda sua árvore genealógica é constituida por casais heterossexuais. Ou seja, para os heteros é fácil se espelhar em seus pais para ter uma visão do seu futuro. Mas e os gays? Onde estão os espelhos sociais?
Infelizmente, não há para onde olhar. Os gays se vêem perdidos em uma constituição familiar e, portanto, não criam expectativas para tal. Não há o desejo intrínseco de continuar com a árvore genealógica, uma vez que ela não existe mais na forma que sempre existiu. Assim, o desejo latente de ter um núcleo familiar se torna vago e falho, afrouxando os laços de um vínculo emocional com um parceiro.
Teoria 2 – Cultura de gueto
Nos últimos cem anos, para pincelar de leve o cenário real, a homossexualidade era apontada como doença, como uma enfermidade social. Por isso, os indivíduos homossexuais viviam escondidos, uniam-se nos cantos mais afastados das grandes cidades, em guetos. Era a única forma de conseguir viver de fato, e não de aparências.
Beijar em público, andar de mãos dadas, assumir namoro, pensar num futuro juntos? Jamais, nem em sonho. Foi nesta ocasião que surgiu dois estigmas do mundo gay. A) Todos gays têm dinheiro: para conseguir sobreviver, os indivíduos homossexuais precisavam se sobressair de alguma forma, para não ser excluído. Foi então que eles batalharam por uma vida melhor, trabalharam e conquistaram seu espaço financeiro (obviamente, sem assumir sua condição sexual).
B) Todos gays são promíscuos: se eles não podiam ter um parceiro fixo, porque isso poderia maldizê-los na sociedade, a solução era manter múltiplos parceiros, sem apego afetivo. Se durante a semana eles tinham que dar duro para conseguir manter a pose heterossexual, sobressair-se aos demais, aos finais de semana eles poderiam se refugiar nos guetos para se desvincular do papel social que tinham que adotar. E o estresse era canalizado, obviamente, no sexo. Todos entraram em um comum acordo de que o sexo era a fonte de prazer mais fácil e rápida, e que levaria ao relaxamento instantâneo.
E, claro, os anos se passaram e tanto A como B desapareceram. Mas, como o nome da teoria diz, tornou-se uma cultura. Os novos gays, de 1990 para cá, que não nasceram sob a luz dos estigmas A e B, mantiveram estas chamas acesas. Todos mantêm as aparências financeiras, o bom gosto para música, moda, estilo de vida, enquanto que, na verdade, grande parcela dos homossexuais não tem onde cair duro. E isso eu mostrarei na Teoria 3.
E o sexo casual continua como uma marca forte. Graças ao estigma B, os homossexuais criaram cinemas voltados ao sexo, saunas para sexo, sites para sexo, parques, banheiros de shoppings, estacionamentos, enfim, tudo virou um grande centro obscuro de orgia. Tudo, obviamente, mascarado. Como se atualmente fosse necessário. Como se atualmente vivêssemos sob a repressão dos anos passados. O preconceito é alimentado pelos próprios homossexuais, enquanto a sociedade, em doses homeopáticas, tenta se desvincular desta cultura homofóbica (vide novelas, seriados, cenário musical etc).
Concluindo, esta cultura inconsciente mantém os homossexuais presos aos guetos, a uma falsa luta pelos seus direitos, a uma militância que pouco existe. A uma condição de vítima que desaparece cada vez mais. Eles se mantém nesta inércia, em que relacionamentos afetivos e laços vindouros estão completamente jogados ao escanteio. E que o sexo, e as aparências, importam mais do que construções familiares.
Teoria 3 – Estrutura básica
Esta teoria é forte em grande parte do mundo, embora na Europa ela praticamente seja inválida. Estou falando dos direitos civis mais simples, como casar e ter filhos. Se nem a Justiça trata os homossexuais como iguais, imagina então o resto de nós. Como é que os gays vão constituir uma família, se eles não estão assegurados pela constituição? Isso é um absurdo!
Fora isso, absurdo maior é quando a própria instituição familiar vira as costas para os homossexuais. Quando pai e mãe expulsa o filho, ou a filha, de casa por este ser homossexuais. Quando os pais não apóiam, criticam, humilham os filhos por sua simples orientação sexual. Então, eles são forçados a amadurecer precocemente.
Os gays que são enxotados de suas casas precisam se virar. Os gays que não tem apoio do pai para ir a escola, trabalhar, etc, precisa encontrar consigo mesmo as forças para se manter vivo. E é difícil. Muitos caem nas drogas, na prostituição, no suicídio e, por fatores como estes, os laços afetivos tornam-se utopias.
Estes gays recusados pela família e pela Constituição precisam correr contra o tempo. Conseguir um emprego, que geralmente é um sub-emprego, alugar uma casa, sustentar seus vícios e suas necessidades e, mais que tudo, dar-se alguma qualidade de vida. É o que todo mundo busca, não? E, no meio de tudo isso, você acha que há cabeça para namoro?
Teoria 4 – Mundo de possibilidades
Como foi dito na Teoria 2, a cultura de gueto fez com que surgissem centros obscuros de orgia. Quase todos são adeptos. Temos então uma desenfreada chuva de oportunidades. Veja, um homossexual que namora se defronta, constantemente, com outras possibilidades. E, neste mundo de aparências, onde todos os gays precisam ser melhor que o próximo, o culto ao corpo, a um falso intelecto, se firma como lei primária.
Inteligentes, educados, cultos, lindos, musculosos, lisos, são algumas das características básicas para ser um bom gay. Com esta oferta de mercado, fica complicado para os próprios homossexuais se escolherem entre si. E eles não enxergam que tudo isso não passa de aparência porque eles não olham nem para si mesmos, quiçá para o outro. Estão afogados nesta cultura.
Veja, então, como funciona: Argumento 1: “para que eu vou superar uma crise no relacionamento se, em um clique, uma ida ao shopping, à balada, à sauna, eu posso encontrar alguém melhor que meu namorado, dando sopa, desejando-me mais do que meu próprio parceiro?”
Argumento 2: “para que eu vou buscar soluções para superar os problemas no meu namoro, se eu sou muito maior que isso, tenho minha independência, meu dinheiro, meu bom gosto, meu supercorpo, se tenho potencial para encontrar alguém melhor que ele?”
Argumento 3: “para que eu vou dar tudo de mim neste relacionamento, se eu não poderei nunca me casar, se não terei meus direitos garantidos caso meu parceiro queira se separar, ou venha a falecer. Se nunca poderemos adotar um filho, sermos uma família?”
Dessas argumentações, surgem as traições, os rompimentos, a carência exacerbada, todo mundo se pegando, todo mundo se amando, todo mundo se deixando e, no final das contas, todo mundo sozinho.
Existe uma solução?
Você deve estar pensando que eu sou a pessoa mais desiludida quanto aos relacionamentos gays. Sou e não sou. Eu acredito que haja alternativas, que tenha sim, uma solução. Ufa!
E, acreditem, eu acho que a solução é mais simples do que possa parecer. O primeiro passo, e o mais básico, o mais importante, é o homossexuais se ver dentro de uma destas teorias, para que ele possa compreender o porquê dos seus relacionamentos estarem dando errado. Óbvio, só conseguimos superar um problemas se nós sabermos qual ele é, certo?
Percepção. Os gays precisam de percepção. Claro que as teorias generalizam, e toda generalização é burra. A individualidade de cada um pode ser, na verdade, o motivo crucial para que o gay, ou o heterossexual, não consiga estabelecer um relacionamento com alguém. Somos o conjunto de subjetividade e socialidade (ui). Nenhuma dessas vertentes pode ser excluída.
As teorias podem ajudar os homossexuais enxergarem a si mesmos e aos outros, e acordar desta ilusão em que estão metidos. A lutar verdadeiramente por seus direitos, e não se reunirem em uma data qualquer de Junho para colocarem sua melhor roupa e beijar todo mundo na Avenida Paulista. Nascemos todos para sermos felizes e, todos, sem excessões, buscam o amor. Só precisamos tomar o caminho certo.
Bom namoro!
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