quinta-feira, 10 de maio de 2018
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Os Homens Ocos, de T. S. Eliot
Thomas Stearns Eliot foi um poeta modernista, dramaturgo e crítico literário inglês nascido nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 1948. É considerado por muitos o poeta mais influente do século XX.( 26/9/1888 - 4/1/1965)
Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada
Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;
Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam — se o fazem — não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.
II
Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
Lá, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante.
Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo
— Não este encontro derradeiro
No reino crepuscular
Música da Noite - Bing Crosby
Bing Crosby nasceu em Tacoma, Washington , filho de Harry Lowe Crosby - um contador numa fábrica de cervejas - e Kate Harrigan Crosby. Considerado um dos maiores cantores populares do século XX, morreu vítima de um ataque cardíaco enquanto jogava golfe. Nasceu em 3 de maio de 1903, em Tacoma, Washington, EUA. Morreu no dia 14 de Outubro de 1977, durante uma partida de golfe, onde sofreu uma parada cardíaca. A este grande mestre da música e do cinema dedico esse post, já que estamos no mês do seu aniversário.
sábado, 5 de maio de 2018
E pensar que meus planos iniciais eram de ir para fora do Brasil.
Desde quando me mudei de São Paulo para São Vicente, isso faz pouco mais de seis meses, tenho vivido tempos de incertezas, inseguranças e perdas sucessivas. Bem normal quando se trata de mudanças.
E pensar que meus planos iniciais eram de ir para fora do Brasil.
Já havia me planejado até com a data, mas numa surpresa inesperada da vida, num súbito retornei para a casa dos meus pais, numa cidade pequena do litoral paulista. Saí da frenesi paulistana, da correria, do estresse cotidiano de uma vida agitada e das poluições e me instalei a beira mar, onde todas as noites durmo embalado ao barulho das ondas, sentindo o cheiro da brisa que entra pela janela aberta, a mesma que me permite olhar o céu estrelado e a lua. Fico admirando suas quatro fases quando as noites estão claras.
Nas manhãs, a primeira coisa que faço é olhar o mar, é impulsivo.Talvez para me certificar de que ele ainda está lá e se sua monotonia continua a mesma, se nenhum tsunami tomou a cidade durante a madrugada ou as tão comuns ressacas não invadiram a pista e destruiu pelo menos parte do concreto que lhe cerca e lhe limita.
Já havia me planejado até com a data, mas numa surpresa inesperada da vida, num súbito retornei para a casa dos meus pais, numa cidade pequena do litoral paulista. Saí da frenesi paulistana, da correria, do estresse cotidiano de uma vida agitada e das poluições e me instalei a beira mar, onde todas as noites durmo embalado ao barulho das ondas, sentindo o cheiro da brisa que entra pela janela aberta, a mesma que me permite olhar o céu estrelado e a lua. Fico admirando suas quatro fases quando as noites estão claras.
Nas manhãs, a primeira coisa que faço é olhar o mar, é impulsivo.Talvez para me certificar de que ele ainda está lá e se sua monotonia continua a mesma, se nenhum tsunami tomou a cidade durante a madrugada ou as tão comuns ressacas não invadiram a pista e destruiu pelo menos parte do concreto que lhe cerca e lhe limita.
Quiçá no meu inconsciente eu até queira que esse fenômeno realmente aconteça, para ver um espetáculo da natureza se rebelando contra a agressão humana que tanto a destrói.
No entanto, essa minha nova e privilegiada vida, onde desfruto de uma qualidade bem diferente da paulistana, contrasta com uma solidão e um vazio que ainda não consegui superar. Sem os amigos de antes, sem a popularidade que me elevava a auto estima, me sinto um peixe fora d agua, vendo como a vivência em outra terra é difícil.
Os motivos da minha mudança relatarei posteriormente, o que quero compartilhar aqui são as sensações de estranheza que sinto, num lugar que até então me parecia tão familiar.
As pessoas sisudas, individualizadas em si mesmas, sem interesse pelas outras, indiferentes até mesmo à própria natureza que lhes cercam. Isso tem me incomodado muito porque eu amo estar com pessoas, conversando, fazendo piadas, falando sobre tudo, bebendo, dentre outras coisas.
Mesmo meus pais são estranhos para mim, tenho percebido detalhes que eu não tinha percebido nem durante a minha infância. Coisas de quem viveu muito tempo fora de casa. Mas sei que tudo vai melhorar logo e eu voltarei a viver minha liberdade novamente, porque o motivo da minha mudança é nobre e eu precisava disso, sair da zona de conforto. Agora é importante eu perceber como mudar é difícil. E eu que tinha planos de ir para fora do Brasil.
Os motivos da minha mudança relatarei posteriormente, o que quero compartilhar aqui são as sensações de estranheza que sinto, num lugar que até então me parecia tão familiar.
As pessoas sisudas, individualizadas em si mesmas, sem interesse pelas outras, indiferentes até mesmo à própria natureza que lhes cercam. Isso tem me incomodado muito porque eu amo estar com pessoas, conversando, fazendo piadas, falando sobre tudo, bebendo, dentre outras coisas.
Mesmo meus pais são estranhos para mim, tenho percebido detalhes que eu não tinha percebido nem durante a minha infância. Coisas de quem viveu muito tempo fora de casa. Mas sei que tudo vai melhorar logo e eu voltarei a viver minha liberdade novamente, porque o motivo da minha mudança é nobre e eu precisava disso, sair da zona de conforto. Agora é importante eu perceber como mudar é difícil. E eu que tinha planos de ir para fora do Brasil.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
De amor, com amor se vive - Uma inspiração!!
O que é o amor?
Onde vai dar?
Por que me deixa assim?...
Essa dúvida me persegue a tempos.
Mas hoje estou aberto ao amor.
Ao amor que vinga, ao amor que se vinga, enfim, ao amor dos outros pelos outros.
Ouvi todos os tipos de músicas que tratam do tema, dos perdidos, dos correspondidos, dos desesperados e loucos, até daqueles que não amam ninguém.
Também ouvi os dos arrependidos, como Paulinho da Viola "Não quero mais amar a ninguém, não fui feliz o destino não quis o meu primeiro amor..." e por ai vai.
Esqueci de dizer que também me coloquei a disposição dos amores que deram certo.
Afinal nem tudo é sofreguidão na matéria de amor. Mas o mais gostoso de amar é, sem dúvida alguma, sofrer.
Que seja de ciúmes ou de sei lá o que.
Eis que estou na dádiva desse sentimento.
Amor por mim, amor pelos outros, amor pelos que amam e pelos que não amaram ou que amarão um dia. Que sorte desses hein? Enfim, desejo todo amor que houver nessa vida pra vocês meus queridos leitores e admiradores desse maravilhoso blog.
Onde vai dar?
Por que me deixa assim?...
Essa dúvida me persegue a tempos.
Mas hoje estou aberto ao amor.
Ao amor que vinga, ao amor que se vinga, enfim, ao amor dos outros pelos outros.
Ouvi todos os tipos de músicas que tratam do tema, dos perdidos, dos correspondidos, dos desesperados e loucos, até daqueles que não amam ninguém.
Também ouvi os dos arrependidos, como Paulinho da Viola "Não quero mais amar a ninguém, não fui feliz o destino não quis o meu primeiro amor..." e por ai vai.
Esqueci de dizer que também me coloquei a disposição dos amores que deram certo.
Afinal nem tudo é sofreguidão na matéria de amor. Mas o mais gostoso de amar é, sem dúvida alguma, sofrer.
Que seja de ciúmes ou de sei lá o que.
Eis que estou na dádiva desse sentimento.
Amor por mim, amor pelos outros, amor pelos que amam e pelos que não amaram ou que amarão um dia. Que sorte desses hein? Enfim, desejo todo amor que houver nessa vida pra vocês meus queridos leitores e admiradores desse maravilhoso blog.
Um novo tempo
Eu sou tão mutante que as vezes quero fazer mil coisas ao mesmo tempo. Isso muito me prejudica porque acabo deixando alguns projetos de lado, como foi o caso deste blog que mantenho vivo por mais de 5 anos, embora boa parte dele esteja desatualizado.
Para minha surpresa, eu vi que tiveram pelo menos 120 acessos só no mês passado, o que me motivou a retomar as escritas nele. Voltarei aos poucos porque faz tanto tempo que não escrevo que chego estou enferrujado das ideias.
Eu peço paciência aos amigos e de antemão prometo me organizar para postar sempre algo legal aqui. Como nos velhos tempos.
Começarei por colocar poesias e textos que escrevi em outros momentos até engrenar novamente. Quero escrever sobre a nova fase da minha vida, onde troquei de cidade, de tudo praticamente.
Estou num processo de reconstrução da vida, onde tudo é muito novo e solitário, ao mesmo tempo que desafiador e promissor. Morar em frente ao mar pode ser inspirador, buscar novas amizades, talvez um novo amor, enfim...
Muita coisa contarei aqui no próximo período, mas por enquanto esse texto é só um primeiro suspiro após um período de inércia.
domingo, 16 de agosto de 2015
Um bom domingo sem graça.
Hoje é um domingo ensolarado em que eu acordei um pouco mais cedo do que o habitual. Não que tivesse algo importante para fazer, até mesmo porque,não acho domingos interessantes. São monótonos e sem graça, mesmo quando temos algo programado, são programas dominicais.
O que diferencia este dos outros é a manifestação patética de milhares de idiotas que vão ocupar o seu banal domingo para fazer selfs em avenidas importantes do país, gritando palavras de ordem vazias e desconectas da realidade, ou então, palavras de ódio e de desrespeito aos seus supostos inimigos.
Sou defensor das manifestações populares, pois participei de muitas ao longo dos meus anos. Mas todas tinham um foco e eram politizadas. Eram protestos temáticos, bem organizados e com reivindicações plausíveis. Nada de querer fazer barulho ou baderna a revelia.
Amanhã será o dia de abrirmos os jornais e ver o nível dos protestantes de hoje. Serão aqueles que nunca leram um artigo na vida que não seja sobre qualidade de vida, televisão ou coisa do tipo. Discursos reacionarios e imbecis.
Por isso que eu vou apreciar a monotonia do meu domingo em casa, sem sequer acompanhar todas essas palhaçadas.
Um domingo sem graça é mais interessante as vezes.
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