Depois de um curto período de férias volto renovado, assim como o ano de 2009 que certamente será um ano de grandes realizações para mim e para todos os leitores do blog.
Eu sempre fui avesso a viagens em grupos, mas desta vez me permiti a fazê-la e gostei muito do clima de festa e alegria que cada um estampava no rosto. Foi muito especial poder compartilhar das minhas manias com as manias dos outros. É claro que existe divergências, incompatibilidades, mas há também muito calor humano e muitas afinidades. Adorei. Uma boa experiência.
Estive na presença de ótimos amigos e só por isso já valeria toda a viagem. Foram conversas intermináveis, avaliações, lições de vida, conhecimento e auto conhecimento.
Agora volto com um novo propósito de reorganizar a vida para que o ano que se inicie seja fértil e próspero.
UM FELIZ 2009 PRA TODOS OS LEITORES DO BLOG MICROPOESIAHUMANA.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
ALUCINAÇÃO
Sonhei que duas bandas de rock in roll que fizeram grande sucesso nos anos 80 se apresentavam numa espécie de casasão antigo, onde o número excessivo de pessoas fazia aumentar o calor. Era um espaço dedicado a samba e pagode, mas as bandas eram Skid Row e Guns n' Rose e eles tocavam a bossa nova de Jobim.
Naquele instante eu queria ouvir alguma coisa mais alegre, mas achei interessante aqueles cabeludos fazendo um som puro e tranquilo, com letras serenas. Percebi que eles envelheceram e até os cabelos loiros, longos e mal tratados, estavam descolorindo, ganhando uma tez esbranquecida.
Passei a pensar no que houve. Dois grandes grupos barulhentos que com o tempo resolveram mudar seus estilos musicais, ou seria apenas uma homenagem aos 50 anos do gênero musical ue se consagrou como o verdadeiro som brasileiro pelo mundo afora?
Eu bebia cerveja e com muita estranheza me entregava aquele momento ao som sofisticado das batidas do violão, da pureza do piano e a nada convencional leveza da bateria num ritmo único sem grandes evoluções. Me agradava aquilo tudo, mesmo que fossem Skid Row e Guns N´Rose.
Não era a belíssima November Rain, mas a doçura de Avião que me fazia bem naquele momento. As pessoas que compunham a platéia também gostavam do show. Muito mais familiarizados com o show do que eu que me sentia um estranho no ninho.
Foi então que percebi que eu envelheci e meus idolos também envelheceram. Mas não foi um envelhecer no sentido ruim da palavra, mas sim, no sentido de apurarmos cada vez mais nossos conhecimentos e nossos gostos. É a evolução e não a revolução de outrora.
A tendência de buscarmos o aprimoramento naquilo que fazemos e a disposição que temos de nos adaptar a mudança dos tempos e ele é infinito.
Naquele instante eu queria ouvir alguma coisa mais alegre, mas achei interessante aqueles cabeludos fazendo um som puro e tranquilo, com letras serenas. Percebi que eles envelheceram e até os cabelos loiros, longos e mal tratados, estavam descolorindo, ganhando uma tez esbranquecida.
Passei a pensar no que houve. Dois grandes grupos barulhentos que com o tempo resolveram mudar seus estilos musicais, ou seria apenas uma homenagem aos 50 anos do gênero musical ue se consagrou como o verdadeiro som brasileiro pelo mundo afora?
Eu bebia cerveja e com muita estranheza me entregava aquele momento ao som sofisticado das batidas do violão, da pureza do piano e a nada convencional leveza da bateria num ritmo único sem grandes evoluções. Me agradava aquilo tudo, mesmo que fossem Skid Row e Guns N´Rose.
Não era a belíssima November Rain, mas a doçura de Avião que me fazia bem naquele momento. As pessoas que compunham a platéia também gostavam do show. Muito mais familiarizados com o show do que eu que me sentia um estranho no ninho.
Foi então que percebi que eu envelheci e meus idolos também envelheceram. Mas não foi um envelhecer no sentido ruim da palavra, mas sim, no sentido de apurarmos cada vez mais nossos conhecimentos e nossos gostos. É a evolução e não a revolução de outrora.
A tendência de buscarmos o aprimoramento naquilo que fazemos e a disposição que temos de nos adaptar a mudança dos tempos e ele é infinito.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
A MORTE DE CADA MINUTO
Dias desses eu estava pensando numa frase que hoje voltei a lembrar. A escritora Clarisse Lispector certa vez disse numa entrevista o seguinte, "Eu morro. Toda vez que não escrevo, eu morro. E hoje estou morta!". Eu nunca mais esqueci essa cena e essas frases.
Comecei a perceber, diante das palavras proferidas pela escritora, que eu morro a cada dia por deixar de fazer o que quero, de atender as minhas vontades, minhas luxúrias, saberes, minhas honrarias dignas e até as minhas vaidades. Como eu morro quando não sou capaz de me identificar com aqueles que se assemelham tanto a mim. É, essas são frases que nem sempre fazem tanto sentido como deveriam, mas nos joga na fogueira do pensamento ou dos pensamentos em busca de diáfanas explicações mundanas.
Mas para os que bem sabem da morte e não se deixam levar pelo seu sentido de perda, o nascer é que acaba se tornando o grande mistério.
Uma fonte de onde se brota a cada momento uma nova vida e é de vida que vivemos e talvez eu conclua, diante desse pensamento nem tão organizado como se pretendia, que se eu morro a cada instante em que não consigo me realizar é porque a cada instante existe um nascer cheio de vida querendo me tomar e que pela perfeição universal eu sou limitado, ou seja, pouco espaço para muito mundo. Então, para que um novo mundo me entre, com seus mistérios e saberes, devo me admitir a morrer. Sempre!
Comecei a perceber, diante das palavras proferidas pela escritora, que eu morro a cada dia por deixar de fazer o que quero, de atender as minhas vontades, minhas luxúrias, saberes, minhas honrarias dignas e até as minhas vaidades. Como eu morro quando não sou capaz de me identificar com aqueles que se assemelham tanto a mim. É, essas são frases que nem sempre fazem tanto sentido como deveriam, mas nos joga na fogueira do pensamento ou dos pensamentos em busca de diáfanas explicações mundanas.
Mas para os que bem sabem da morte e não se deixam levar pelo seu sentido de perda, o nascer é que acaba se tornando o grande mistério.
Uma fonte de onde se brota a cada momento uma nova vida e é de vida que vivemos e talvez eu conclua, diante desse pensamento nem tão organizado como se pretendia, que se eu morro a cada instante em que não consigo me realizar é porque a cada instante existe um nascer cheio de vida querendo me tomar e que pela perfeição universal eu sou limitado, ou seja, pouco espaço para muito mundo. Então, para que um novo mundo me entre, com seus mistérios e saberes, devo me admitir a morrer. Sempre!
SÓ ME FALTA SER EU - UM PENSAMENTO PERDIDO
Dizer o que pensamos a respeito de nós mesmos nem sempre é tarefa fácil. Já fui surpreendido por diversas vezes em situações em que teria de me revelar aos outros. E cada vez que eu pretendia falar de mim, aquelas coisas básicas do tipo "gosto de", "já fiz tal coisa" "tenho vontade de", enfim, sempre somos incitados a nos revelar para outras pessoas, como se existisse uma disputa velada entre os seres no sentido de sempre se mostrarem melhores. Acho normal e saudável até certo ponto esse tipo de troca de experiências.
Mas voltando a mim, cada vez que vou falar de mim, acabo me redescobrindo pelas coisas que deixei de fazer, seja por nunca antes ter pensado ou por algum motivo esquecido.
Não sei se sou egocentrísta, mas quando perguntam sobre mim e sobre as coisas que supostamente já fiz de interessante, sinto vontade de dizer que fui Clarisse Lispector num momento da vida e hoje ainda sou um pouco, que noutra hora fui Paulo Machado de Carvalho, Cazuza, Jorge Amado, Billie Holliday, Maysa, eu já fui de todos os meus ídolos um pouco. Só me falta ser eu mesmo. Pois ainda não me descobri por completo.
Mas voltando a mim, cada vez que vou falar de mim, acabo me redescobrindo pelas coisas que deixei de fazer, seja por nunca antes ter pensado ou por algum motivo esquecido.
Não sei se sou egocentrísta, mas quando perguntam sobre mim e sobre as coisas que supostamente já fiz de interessante, sinto vontade de dizer que fui Clarisse Lispector num momento da vida e hoje ainda sou um pouco, que noutra hora fui Paulo Machado de Carvalho, Cazuza, Jorge Amado, Billie Holliday, Maysa, eu já fui de todos os meus ídolos um pouco. Só me falta ser eu mesmo. Pois ainda não me descobri por completo.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
UMA SUGESTÃO DE BLOG
Já faz uns três anos que eu mantenho esse blog e tenho imenso orgulho de mantê-lo. Nem sempre consigo atualizá-lo com frequência, seja por falta de tempo ou até mesmo de inspiração.
O melhor de se ter um blog é a liberdade que temos para falar dos mais diversos assuntos, sem se preocupar muito com regras linguísticas ou conteúdos, como é o caso deste aqui. O mais importante é falar sobre o que pensamos naquele momento, ler os comentários ( a melhor parte!) que os leitores fazem, as vezes nem tão elogiosos porém válidos.
É uma verdadeira terapia, como já disse o blogueiro Tiago ( o link tá ao lado) que acabou se tornando um amigo e leitor assíduo deste blog. As vezes quando não estamos muito para conversas, ou quando enfrentamos uma situação qualquer, quando queremos nos interiorizar, vimos para o computador e descarregamos todas a nossas angústias, alegrias, dentre outros na escrita e assim, percebemos o quanto somos carentes de expor nossos ponto de vistas, nossas emoções e pensamentos.
E a partir desse breve comentário é que quero apresentar aos meus leitores e amigos o mais novo blogueiro Rogério Santos. Uma pessoa que também se dedica a pensar a vida a partir do mundo e analisá-lo de maneira crítica, colocando suas próprias experiências pessoais como baliza para o entendimento universal.
O link para o blog dele está aí ao lado direito e desejo toda a sorte e sucesso para ele nessa seara virtual e convido todos os frequentadores do MicroPoesiaHumana para acessar, ler e comentar os excelentes posts que lá estarão a partir de agora.
O melhor de se ter um blog é a liberdade que temos para falar dos mais diversos assuntos, sem se preocupar muito com regras linguísticas ou conteúdos, como é o caso deste aqui. O mais importante é falar sobre o que pensamos naquele momento, ler os comentários ( a melhor parte!) que os leitores fazem, as vezes nem tão elogiosos porém válidos.
É uma verdadeira terapia, como já disse o blogueiro Tiago ( o link tá ao lado) que acabou se tornando um amigo e leitor assíduo deste blog. As vezes quando não estamos muito para conversas, ou quando enfrentamos uma situação qualquer, quando queremos nos interiorizar, vimos para o computador e descarregamos todas a nossas angústias, alegrias, dentre outros na escrita e assim, percebemos o quanto somos carentes de expor nossos ponto de vistas, nossas emoções e pensamentos.
E a partir desse breve comentário é que quero apresentar aos meus leitores e amigos o mais novo blogueiro Rogério Santos. Uma pessoa que também se dedica a pensar a vida a partir do mundo e analisá-lo de maneira crítica, colocando suas próprias experiências pessoais como baliza para o entendimento universal.
O link para o blog dele está aí ao lado direito e desejo toda a sorte e sucesso para ele nessa seara virtual e convido todos os frequentadores do MicroPoesiaHumana para acessar, ler e comentar os excelentes posts que lá estarão a partir de agora.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
A INSPIRAÇÃO VEM DE ONDE?
Nessa noite antes de dormir fiquei um pouco perturbado por algo estranho que me ocorrera. Não sei descrever o que é. Era uma angústia sem causa ou pelo menos atribui a mesma a um certo exagero nas doses cavalares das cervejas que tomei na companhia dos meus novos e já grandes amigos durante a visita que fiz a eles. Pessoas cultas e finas que apreciam uma boa prosa sobre os mais diversificados assuntos, acabamos por horas buscando traillers de filmes clássicos no youtube para relembrarmos algumas cenas marcantes. E passaram coisas interessantíssimas que nem eu me lembrava mais de ter visto, o que aumentou minha vontade de rever alguns daqueles títulos e ver os ainda inéditos ( pelo menos para mim) de outros que só conheço por nome.
Acho que esse passeio caseiro e virtual por momentos marcantes da sétima arte pode ter sido a causa da minha perturbação.
Parece desinteressante esse relato mas ele serve para explicar a metamorfose kafkaniana que me aconteceu enquanto eu dormia. Eu sofri uma transformação durante o sono transtornado e logo, lugares que nunca fui, personagens que nunca vi e situações que nunca vivi me tomaram por completo, me fazendo levantar várias vezes para tomar água na tentativa de satisfazer uma ressaca insaciável. O mais engraçado é que mesmo sendo interrompido por pelo menos umas três vezes para ingerir fartos copos d´aguas, eu voltava ao mesmo devaneio,, por isso me senti como se sentiu Gregor Samsa no clássico da literatura.
Acordei nessa manhã, não tão cedo é claro, e coloquei a utopia no meu caderno de brochura que também apareceu nele. Ou seja, fui servo de um distúrbio noturno.
Agora que estou bem acordado, consigo decifrar o que tudo aquilo me dizia (se é que tinham a intenção de me dizer algo) e provavelmente uma nova história sairá em breve, cujo título não foi dado por mim e sim pelos personagens que invadiram minha última noite. Não direi agora para não estragar a surpresa e para que eu também não seja pego de surpresa. E assim veio a inspiração, de um sonho de uma noite de primavera (quase verão) mal dormida.
Acho que esse passeio caseiro e virtual por momentos marcantes da sétima arte pode ter sido a causa da minha perturbação.
Parece desinteressante esse relato mas ele serve para explicar a metamorfose kafkaniana que me aconteceu enquanto eu dormia. Eu sofri uma transformação durante o sono transtornado e logo, lugares que nunca fui, personagens que nunca vi e situações que nunca vivi me tomaram por completo, me fazendo levantar várias vezes para tomar água na tentativa de satisfazer uma ressaca insaciável. O mais engraçado é que mesmo sendo interrompido por pelo menos umas três vezes para ingerir fartos copos d´aguas, eu voltava ao mesmo devaneio,, por isso me senti como se sentiu Gregor Samsa no clássico da literatura.
Acordei nessa manhã, não tão cedo é claro, e coloquei a utopia no meu caderno de brochura que também apareceu nele. Ou seja, fui servo de um distúrbio noturno.
Agora que estou bem acordado, consigo decifrar o que tudo aquilo me dizia (se é que tinham a intenção de me dizer algo) e provavelmente uma nova história sairá em breve, cujo título não foi dado por mim e sim pelos personagens que invadiram minha última noite. Não direi agora para não estragar a surpresa e para que eu também não seja pego de surpresa. E assim veio a inspiração, de um sonho de uma noite de primavera (quase verão) mal dormida.
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