segunda-feira, 12 de maio de 2008

QUERO O QUE ME É ESPELHO! UMA VISÃO NARCISISTA!

Acabei naquele dia sozinho no meu quarto ouvindo a Janis Joplin, mais precisamente a música Kosmic Blue e tentando entender, ou melhor, tentando me entender depois que fiquei por alguns instantes confabulando com dois amigos que eu ainda não tive a verdadeira impressão sobre eles, embora os sinais me revelassem uma paixão simultaneamente recolhida e sofrida entre ambos e que a qualquer momento se florescerá. Assim espero!

Quanto a mim, vivo agora e aqui sozinho no meu quarto ouvindo Janis Joplin, tentando me entender a fim de que seja um dia entendido também.

Cansei de ficar procurando agulha no palheiro. É bem melhor que eu espere o meu momento, mesmo que ele dure uma eternidade, mas neste caso, que a eternidade não dure para sempre, senão será o meu fim.

Voltei agora pouco de uma festa. Quer dizer, de duas festas parecidíssimas. Trata-se de festas religiosas do Candomblé em homenagem a Ogum, que no catolicismo é sincretizado por São Jorge Guerreiro e assim como ele que venceu o dragão montado em seu cavalo e usando apenas uma lança, sinto que também vencerei essa solidão que me é confortada ao som de Janis Joplin.

Quanto aos meus amigos, espero que se libertem logo deste preconceito, insegurança ou medo que os separa e assumem de vez essa paixão ou amor, sei lá. E que parem de se entreolhar e dizer subjetividades na minha frente, para que eu possa ter esperança e pare de invejar aqueles que se amam num momento em que não consigo sequer amar alguém. Mesmo sabendo que tem alguém que me ama, mas que para os meus princípios ainda não me cabe. Eu quero amar sim, mas quero amar aquele que me é espelho. Será tão difícil assim?

Se for, então que eu não ame ninguém além de mim, porque dos diferentes eu quero a semelhança, porque é nela que me conforto e é ela que quero, o resto é apenas resto. E esse resto não me pertence.