terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A ESTACA E O SANGUE






Escorre de mim uma tristeza.  Sem estancas ou sangue.
Pinga em minhas mãos um líquido melancólico e arrependido.
Desce pelas narinas como droga depressiva;
Sufocante estranheza de uma noite perdida.
Em paladar amargo de desejo vazio e reprimido.
É uma tristeza que escorre de mim.
Cheia de más interpretações, confusas e vagas.
Penso na certeza de mudança ao longe
Embora o longe esteja  no passado.
A reflexão é calmante enquanto o futuro conforta;
E o líquido da tristeza que escorre de mim
Se apresenta inexplicavelmente nas minhas esquisitices.
A manhã é um alívio e me liberta dos sentimentos fúteis
Me deixa o remorso em gotas de tristeza que escorre de mim
Afim de uma esperança. A estanca e o sangue.

2 comentários:

Maria Lucia Ferreira disse...

maravilhoso,pareceu-me uma luva dada de presente, obrigada...

Rafael Perfeito disse...

Um dia estanca...
ou sua tudo. ;)