segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O PRAZER DE ESCREVER BOBAGENS

Estava a fim de ver um pouco de putaria na internet. Esse tipo de coisa que todo mundo costuma fazer nas madrugadas vazias e que negam veemente em nome da moral e dos bons modos. Por fim, depois de procurar pelo google, acessar alguns sites decepcionantes. Não pelo conteúdo porque esse não cheguei a ver, mas pelo preço que essas páginas cobram só para expor alguns corpos que nem sempre valem a pena. Desisti e achei melhor vir escrever.
Prazer por prazer fico com a escrita. Pelo menos não preciso pagar nada além do que já pago para escrever e ninguém precisa pagar nada mais para ler. E se não gostar do que eu redigi não sai no prejuízo. Isso sim é prazer virtual.
Pense comigo, se todo mundo que fica enrolando na internet até altas horas, muitas vezes jogando, vendo o orkut dos outros, ou então papeando uma conversa furada com um suposto amigo que se conhece só pelo messenger mas é considerado íntimo só pelo fato de não se verem. Se verem? Será essa a palavra correta? Enfim, continuemos. Se todo esse povo que espera madrugar pra ficar vendo putaria no computador e que muitas vezes pagam para ver umas imagens de bundas e sexos deprimentes descobrissem o prazer de escrever, certamente não perderiam seu precioso tempo noturno com essas sacanagens que por sí só já é uma puta sacanagem. É bem possível que mais merdas como essa que transcrevo aparecesse como praga. Seria um risco mas putaria por putaria, estava valendo.
Mas acredito que no meio de tantas bobagens que os frustrados como eu escreveriam, alguns se destacariam por pensar e falar algo de interessante. Mesmo que seja sobre a mulher, a sogra, o chefe, ou sobre a raça do cachorrinho que o jardineiro encontrou no portão da casa onde ele trabalha. Outros poderão até discutir a crise global, colocar palavras técnicas e bonitas, terão aqueles que defenderão a política. Enfim, não deixaria de ser uma putaria. Mas a diferença é que ao invés de ter que pagar para ver algo que nem se sabe o que é, fariamos a nossa sacanagem e de graça.