quarta-feira, 15 de abril de 2009

A MODA DO TEXTO

Eu não acredito em coincidências, mas admito que por várias vezes fui obrigado a aceitá-las. Eu ia escrever um texto sobre uma coincidência, mas me lembrei que tenho uma vontade enorme de ficar famoso pelos meus escritos. Sempre admirei os diálogos muito bem elaborados dos seriados de tv, os livros que falam da contemporaneidade e das coisas da moda. Até achei que não seria muito difícil fazer isso porque tudo está na moda. É o retrô, o metrô, o vovô, enfim... Tudo é moda.
Quero ficar na moda também! Aparecer nas colunas sociais, lançar livros na livraria Cultura, ser entrevistado por outros famosos. Quem sabe até ganhar uma coluna no jornal, Caderno 2 ou no Ilustrada e escrever bobagens por falta do que dizer, que ainda assim terei o respeito das pessoas. Falaria piadas nas rádios jornalísticas pra alegrar os engarrafados no trânsito da avenida Pompéia. Píadas inteligentes é claro, dessas que brincam com as próprias desgraças.
Ser um intelectual da mídia, como aquele cineasta que fala de tudo menos de cinema e pelo que já ouvi falar dele, parece que fez um único filme sem sucesso e a crítica sentou a lenha, ou seja, meteu o pau, chamou de ruim mesmo! No meu caso, eu falo de cinema, estou sempre antenado no que acontece no mundo. Mas enfim... Um dia chego lá!
Será que a moda é ser intelectual ou é intelectual ficar na moda? Para me preparar melhor, fiz assinaturas de várias revistas da moda, tipo, Caras, Coros, Coroas e Criativas, pra ler o que os intelectuais estão pensando. E não é que já estou quase pensando igual a eles gente?

Das coincidências não me lembro mais porque me dediquei a escrever esse texto, para ver se ele entra na categoria dos escritos da moda, que não fazem sentido nenhum, mas que prendem a atenção de quem o lê e ajuda a passar o tempo.