sábado, 21 de março de 2009

A SOCIEDADE LÍQUIDA


Eu analisava a pouco as relações humanas que estabelecemos nas nossas vidas, sejam através de amigos, parceiros amorosos, família, colegas de trabalho e pessoas que conhecemos no cotidiano.
Observei que durante um único dia, somos levados a interagir com uma diversidade de pessoas que muitas vezes no final, sequer lembramos quem foram.
Eu falo dos funcionários dos supermercados, padarias, cobradores e motoristas de ônibus, as pessoas que se sentam do nosso lado no metro. Os seguranças, vigias, porteiros, e por aí vai as enumerações.
Passamos por elas com indiferença e somos tratados também com a mesma indiferença. E a sensação é de que estamos sempre solitários, mesmo quando estamos cercado de gente. É como almoçarmos sozinhos num restaurante lotado.
Abolimos a cordialidade e hospitalidade, se é bem verdade, já tivemos algumas dessas características. Mas enfim, durante o meu pensamento, me lembrei de Zigmunt Bauman e o seu livro "O Medo Líquido" que retrata um pouco dessa individualidade que ostentamos orgulhosamente.
Me parece, numa visão bem particular, que a sociedade está ficando cada vez mais líquida. E isso já está afetando nossos circulos mais próximos, como o das amizades, por exemplo.
As pessoas passam por nossa vida com uma intensidade tão grande quanto efêmera.