quinta-feira, 15 de outubro de 2009

POESIA DAS ANTIGAS


SOLIDÃO ROUBADA

Minha solidão se resume na sua companhia
Mesmo quando você não está aqui
Alias, você nunca esteve aqui
Mas aqui você está, sem sequer ter vindo um dia!

Está nas horas mortas do meu cotidiano vazio
Nos trabalhos desesperançosos da sobrevivência humana
Enfim, na glicose que me mantém a razão
Se é que ainda a tenho!

O ócio da minha solidão está preenchida pelo seu todo!
Até quando você é o nada perdido nas entrelinhas
De um conto mal elaborado, onde te tenho como semântica
E o resto não se explica, já que as explicações são exigências da razão.
E eu nem desconfio por onde ela esteja agora!

Você que nem conheço, me roubou a solidão
Transformou as insignificâncias dos meus objetivos.
Que por ora, se dava nas noticias dos jornais que lia
Num desespero emocional
Como dos loucos que abrem mão de si
Para viver os espíritos alheios
Estou dominado!

O branco das paredes, as madeiras dos móveis, os espelhos...
A chuva que agora cai, eram minha solidão
Até você aparecer não sei de onde
Talvez da minha falta de razão
E se apossar dos meus pertences como se a importância do ser
Nada mais seria do que suas vontades ocultas

Estou morto, porque perdi o conforto de uma calmaria solitária
Para viver uma efervescência calorosa dos desejos contrariados
Dos meus, já que os seus eu desconheço!
Você contaminou o oxigênio que me mantinha a razão.

Se restar sanidade em mim ainda,
Quero entrar totalmente em seu âmago.
Porque em algum lugar ai dentro
Deve estar escondida minha solidão.
E eu trarei ela novamente para minha razão
E você, cruel desconhecido
Estará perdido na suas explicações.



LUIZINHO BRITO