quinta-feira, 2 de agosto de 2007

FILOSOFIA BARATA

Derrepente a gente entra numa ilusão de que as coisas tendem a se modificar por si só, e acreditamos meio que extasiado de que seremos melhores na velhice do que na juventude, o que ao meu ver não passa de uma panacéia futurista de quem tem medo do amanhã, como se futuramente a humanidade será outra senão essa mesma na qual vivemos.
E ai me lembro de Schopenhauer, quando diz " somos apenas um ponto, dentro de um pequeno planeta perdido na imensão do universo". Infantilidade a nossa, acharmos que essa mesma humanidade não nos acompanha ao longo dos nossos anos que nos enfraquece lentamente, tornando nosso caminhar cada vez mais penoso, a ponto de recorrermos a nossa terceira perna, antropológicamente falando, da qual todos nós bestializados estamos fadados. Alguns enfeitam as com ouro, outros apenas madeiras de baixa qualidade. Tão fragéis quanto as próprias pernas. Sem falar naqueles que nem a terceira perna são capazes de manusear, acabam em rodas mecanicas.
Não acho que isso desmerece nosso conhecimento, mas ele fica pormenorizado perante nossa fraqueza física e mental, que nos leva a rejeitar os próprios olhos e a negar a própria existência. Mas incapaz de se aceitar dentro de uma realidade que já não nos pertence e o do pouco que ainda detemos, somos ignorantes de engrandecê-los, se gabar em vantagens aos que correm alienados numa humanidade renovada, cujo fim, será o nosso. Que maldição essa!
Alguns acreditam em Deus, outros na Ciência, os mais espertos em nada. Pois o nada é a razão de tudo e é nela que tudo se constrói. Eu sou fruto do nada, a nadificação de Sartre! Não quero me preocupar com esse amanhã que nada mais é do que o reflexo de hoje, perdido em horas mortas. Viverei dentro do meu tempo, mesmo que meu tempo seja ontem e o hoje seja simplesmente a construção do ontem, ou seja a minha razão.