quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

UM NATAL DE AMOR EM CRISTO

Estamos na semana de natal. Uma semana que deveria ser cheia de espiritualidade, de reflexão sobre a vida e para os que são cristãos, tempo de meditação e revitalização da vida. Eu não me considero um cristão no sentido pleno da palavra que é da adoração a Cristo, embora tenho ele como grande líder e exemplo único de amor incondicional, ou seja, tenho fé.
Nunca me dediquei a ler a bíblia, mas sempre ouço com muita atenção e carinho as histórias que os amigos contam sobre ele e cada vez mais admiro este grande homem.
Eu comecei esse texto me justificando com relação a Jesus Cristo, não somente porque estamos num momento que, repito, deveria ser cheia de espiritualidade, mas que se perde no consumismo e nas festividades exageradas, para colocar um pouco da minha indignação com os últimos acontecimentos no nosso país. E não vou falar de política, mas sim de casos que me chocaram e que me entristece de maneira que não vejo outra saída senão me apegar com o amor de Cristo e transformá-lo numa poderosa corrente de boas energias e pelo menos ajudar a amenizar as dores do mundo, numa solidariedade silênciosa.
Não dá pra gente se sentir feliz e desejar feliz natal para as pessoas, num momento em que vemos um jovem de 16 anos ser torturado e morto covardemente pela PM e o rosto triste e sofrido da mãe que viu o natal morrer com seu filho de maneira brutal e injustificávelmente como aconteceu sábado em Bauru. Quando vemos uma criança ser presa e estrupada numa cela de cadeia masculina, ou ainda, um viciado em drogas amanhecer morto numa cela de delegacia, ou um ex-deputado executado friamente, um papai noel assaltado, outro que têm o helicóptero alvejado por balas, adolescentes morrendo por assalto (caso de cosmópolis), dentre outros sofrimentos que não estão nas páginas dos jornais, mas estão ao lado de nossas casas, em nossas famílias, entre nossos amigos, nos faróis, nas esquinas e nos lugares mais longíquos do mundo.
Eu lamento á Cristo pela minha indignação e revolta num momento que deveria ser de pura felicidade espiritual e de agradecimento e me solidarizo com ele próprio, este grande Homem, que certamente também pouco deve ter o que comemorar neste natal, para que ele possa agir nos corações dos homens aqui na Terra e propagar o sentimento de amor condicional. AO CONTRARIO DE DESEJAR UM FELIZ NATAL VAMOS PEDIR UM NATAL QUE SEJA DE AMOR INCONDICIONAL, UM NATAL DE AMOR EM CRISTO!