domingo, 24 de junho de 2007

A FESTA DOS FILHOS DE DEUS

Um domingo atípico hoje, comecei o dia com uma reunião de trabalho. Aliás, gostaria de saber quem foi o pai do trabalho no domingo. No mínimo deve ter sido o Diabo, já que Deus descansou no sétimo dia e no oitavo fez um belo churrasco com os apóstolos para comemorar seu grande feito.
Eu imagino que naquela época, diante da felicidade de Deus, que efusivamente servia um belo banquete de carnes, sem saber que mais futuramente, no século XXI, um ilustre filho seu, que comprou uma fatia enorme das terras do pai, estaria enroscado por pagar pensão para um filho fora do casamento, com um dinheiro vindo de grande consumo de churrascos, um outro personangem, invejosamente se reunia com seus pares, buscando uma estratégia de tomar aquilo que Deus criara em seis dias, já que no sétimo descansou e no oitavo, festejou. Tratava-se do Diabo. Uma figura que achava que o mundo não deveria ser daquele jeito, até porque se Deus levasse mais tempo. Talvez alguns séculos já que se tratava de alguém imortal, o mundo seria algo mais perfeito e livre de filhos ilustres como este descrito.
E hoje, durante a reunião de trabalho, me senti o Diabo, na função de discutir e planejar um novo mundo, enquanto os filhos de Deus se divertiam ouvindo o que eles chamam de forró de teclados, cuja letra é uma ofensa á qualquer ouvido sensível, além do barulho de panelas batento, se davam ao luxo de falar alto e em péssimo português, comiam as asas de frango com as mãos melecadas de gorduras e se davam ao luxo de lamber dos dedos com aquele óleo, talvez pela incerteza de que terá aquela ave no dia seguinte. Riam muito de coisas que eu particularmente não via graça, justamente por ser fruto de uma ignorância inocente. Via nos olhos das crianças, um desejo de se tornar adultos e compartilhar daquela festa.
Eu, como filho do diabo, não via nada de bonito naquilo e por isso estudava fórmulas de fazer o mundo avançar, talvez por inveja dos filhos de Deus.